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"O presidente não teme nenhuma delação"

Sábado, 03 de junho de 2017  

O presidente não teme nenhuma delação
Apesar do risco de cassação do presidente Michel Temer pela Justiça Eleitoral e de uma eventual delação do ex-assessor Rodrigo da Rocha Loures (PMDB-PR), o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha disse que a crise política está se dissolvendo. Em entrevista ao Gaúcha Atualidade, na sexta-feira, o peemedebista minimizou o turbilhão causado pela gravação do empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer. Padilha manteve o tom adotado pelo presidente para desqualificar o conteúdo da gravação.
“O governo está tendo vitórias e vitórias no Congresso, mostrando que sua base segue forte e firme. Não posso deixar de admitir que haja crise, mas, que já foi muito mais forte, é indiscutível.”
O presidente não teme nenhuma delação porque, primeiro, não há o que temer, e, segundo, ele acha que o deputado vai manter esse perfil ético. Não há nenhum tipo de preocupação de que possa existir algo que tenha de ser explicado depois pelo presidente.
De que forma a crise está saindo tratada no Planalto?
Tivemos a gravação de uma fita que tem, para um perito, 50 edições, e, para outro, 70. Significa dizer que foi uma montagem. Essa fita foi usada como pressuposto para se partir para uma série de acusações contra o presidente Michel Temer. Como o STF (Supremo Tribunal Federal) determinou que se fizesse uma perícia nesta fita, enquanto não tiver sido periciada, tudo que nela diz permanece como absoluta sombra. As edições que possivelmente serão comprovadas na perícia comprometem por inteiro a credibilidade da fita. Em uma edição, pode se transportar de um ponto para outro determinada expressão ou frase que muda completamente o contexto
É incontestável que o presidente recebeu, na calada da noite, um empresário que depois ele mesmo definiu como um salafrário, deu poder a Rocha Louros para ser o interlocutor do governo e esse deputado foi flagrado recebendo uma mala de dinheiro. O senhor não considera isso grave?
O presidente é um homem oriundo do Legislativo. Foi três vezes presidente da Câmara, mais de 20 anos deputado federal, e normalmente à noite há conversas que se estendem até a madrugada com os mais variados interlocutores. Nesse caso, foi referido um, mas ele falou com outros empresários e autoridades no Jaburu. Não é algo singular.
Deveria ter recebido?
Aí, é uma questão de juízo personalístico dele.
O presidente se arrepende de ter recebido Joesley?
Na intimidade, ele diz que, nesse caso, desse empresário, deveria ter tido mais cuidada Mas já passou.
O presidente não entendeu uma série de irregularidades no momento em que Joesley diz que encostou um procurador da República?
Ele diz que tinha o Joesley como alguém que falava demais. Um falastrão, nas palavras dele. Ele não levou a sério aquelas informações que estavam sendo feitas.

O governo teme sana delação de Rocha Loures?
O presidente se relacionava com o deputado há 10 anos, Conhece ele, sua origem, vem de uma família de posses, uma pessoa que tem formação inclusive no Exterior, e que se mostrou profundamente educada. O presidente não teme nenhuma delação porque, primeiro, não há que temer, e, segundo, ele acha que o deputado vai manter esse perfil ético. Não há nenhum tipo de preocupação de que possa existir algo que tenha de ser explicado depois pelo presidente. Na conversa com Joesley, ele poderia ter indicado qualquer um dos seus assessores, mas indicou Rodrigo, que iria ouvir possíveis reclamações. Ele disse que tinha de tratar de assuntos do Cade (Conselho Administrados de Defesa Econômica) e de outros órgãos do governo, e o presidente, para fugir desse contato, indicou o Rodrigo.
O senhor não se constrange em permanecer na Casa Civil mesmo sob investigação?
Essa é uma questão da Presidência da República. Investigação, em principio, não é nenhum tipo de condenação. Isso não leva a impossibilidade, e o presidente tem dito que os ministros merecem a confiança dele. Então, continuo como ministro.
O senhor é citado em delações como a pessoa que negociava doações de caixa 2 para o PMDB. O que o senhor diz?
Por orientação dos meus advogados, não devo comentar publicamente os fatos que estão sob investigação. Não será discutindo por veículos de comunicação que vou ajudar o processo de defesa.
O governo renovou a medida provisória para manter o foro de Moreira Franco, Isso não é obstrução de Justiça?
O ministro Moreira Franco estava no governo. Não tinha status de ministro, mas tinha uma função. Era o condutor do programa Crescer, agia como se ministro fosse. Então, a elevação do cargo foi dar a um fato uma cobertura jurídica. O fato de nomear um ministro não significa obstrução de Justiça. Ele apenas passa a usar o foro por prerrogativa de função.
Mas quando Dilma Rousseff tentou nomear Lula seu ministro, interpretou-se, inclusive os senhores, que eram oposição, como obstrução de Justiça.
Não era obstrução, era elevar alguém a um cargo que tem a prerrogativa. Mas a situação do presidente Lula é completamente diferente de Moreira Franco, que estava dentro do governo, fazendo ações como se ministro fosse. Lula não, ele estava fora e iria entrar no governo.
Por que o deputado Rocha Loures carregava uma mala com R$ 500 mil?
A versão que nos chegou é que ele caiu em um engodo. Foi preparado um processo em que ele caiu, não se deu conta de que estava sendo usado. Foi uma montagem. O objetivo era obter a filmagem.
Por que recebeu o dinheiro?
E uma questão que não sei.
Mas o Planalto não buscou uma explicação, já que ele era um aliado?

Ele era um aliado, mas o Planalto não pode sair atrás de explicação dos atos de cada uma das pessoas que trabalham no governo e que não dizem respeito a sua atuação como representante do governo.
Já se fala sobre a possibilidade de a Procuradoria-Geral de República (PGR) apresentar denúncia contra Temer. Se isso acontecer, ele terá condições de continuar governando?
Na apresentação, essa denúncia tem de ser recebida também pela Câmara dos Deputados. Primeiro, ela é apresentada para o ministro (Edson) Fachin (relator da Lava-Jato no STF), que pode recebê-la ou não. Se ele receber, para que o presidente da República possa ser processado, tem de ser autorizado (o processo) pela Câmara dos Deputados. Dois terços da Câmara têm de aprovar essa medida e, então, a partir dai é que agente pode pensar em ter legitimidade ou não ter. Enquanto isso não acontecer, não se discute a questão de legitimidade. Essa denúncia, tudo indica, será baseada nesses elementos dessa fita. E vamos dizer mais uma vez, essa fita ainda se encontra sob perícia por determinação do Supremo Tribunal Federal. Todo episódio nasceu com essa fita e, na medida em que temos essas gravações sendo periciadas, enquanto não estiver concluída a perícia, ela (a fita) está sob suspeição.
Na terça-feira, o TSE retoma o julgamento da ação do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. O senhor está convencido de que esse julgamento se encerra ou que um ministro pedirá vista?
Temos de deixar que o Poder Judiciário se manifeste na sua mais absoluta autonomia. Qualquer opinião que emitir, como membro do governo, pode dar a falsa impressão de que tenho essa ou aquela opinião.
O senhor tem convicção que o governo Temer termina 2018?

Termina. Primeiro, o governo segura porque a crise política está se dissolvendo. Veja as votações que tivemos na Câmara, onde aprovamos sete medidas provisórias. No Senado, continuou o trabalho e conseguimos resolver a questão da discussão na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) sobre a reforma trabalhista. O governo está tendo vitórias e vitórias no Congresso, mostrando que sua base segue forte e firme. Não posso deixar de admitir que haja crise, mas, que já foi muito mais forte, é indiscutível.



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