| Governo diminui em 5% o valor do pedágio em cinco rodovias federais |
| Quarta-feira, 30 de novembro de -0001
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Roberto Cordeiro Brasília. O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, determinou ontem redução de 5% do preço do pedágio cobrado pelas cinco concessionárias que exploram as rodovias federais. Assim, o preço do pedágio cai de R$1,40 para R$1,30 na Ponte Rio-Niterói; de R$3,50 para R$3,30 na Presidente Dutra; de R$3,10 para R$2,90 na Rio-Teresópolis; de R$3 para R$2,90 na Rio-Juiz de Fora; e de R$2,25 para R$ 2,10 na Osório-Porto alegre. O novo valor já estará em vigor nesta quinta-feira. A medida se refere ao expurgo do Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) embutido no pedágio. O Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu que este tributo é inconstitucional. Segundo Padilha, os preços foram arredondados para facilitar o troco nas praças de pedágio. O Ministério dos Transportes, está analisando novas reduções de tarifas, mas a decisão dependerá do comprometimento de investimentos que as concessionárias são obrigadas a fazer por determinação dos contratos com o Governo federal. Uma equipe do ministério vem discutindo com as empresas que exploram as rodovias e encaminhará proposta sobre o assunto, em três meses, para o ministro. A redução de preço do pedágio é uma das reivindicações dos caminhoneiros. No mês passado, durante a greve da categoria, Padilha anulou o aumento de 15,3% que seria concedido para a Nova Dutra AS. Além disso, o ministro suspendeu as negociações entre o Departamento Nacional de Estradas e Rodagem (DNER) e as outras quatro concessionárias. Ontem, Padilha se reuniu com o presidente do Sindicato da União Brasileira dos Caminhoneiros (SUBC), José Natan Neto, que representa 1.800 caminhoneiros. Após o encontro, Natan explicou que foi pedido que o Governo federal interceda junto às transportadoras para dobrar o preço do frete. Na avaliação do sindicalista, se não houver uma proposta concreta até o fim do mês, a categoria entrará em greve. |